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Quem já não questionou ou se preocupou com o futuro?


Artigo de minha autoria publicado no jornal A Tribuna de Santos em 20/06/1999.

O Futuro não é o presente!

Há alguns dias  a caminho do centro, através da janela do ônibus  pude visualizar ao longe a arquitetura dos prédios de Santos e fiquei pensando: o que houve com o futuro idealizado por nossa (minha) geração!

Quando adolescente assistia  muitos filmes futuristas, que projetavam um futuro em que a humanidade atingia um grau tecnológico muito evoluído, tanto na área social como tecnológica.

Visualizavam-se nesses seriados, cidades futuristas com espaço-porto, carros elétricos, computadores comandados por voz e muitas outras parafernálias eletrônicas de altíssima tecnologia. Em contra-partida, viam-se também filmes que visualizavam um futuro de um prisma mais pessimista, com a humanidade degenerada e dominada por criminosos e corruptos, com o caos instalado na Terra, após um suposto Apocalipse. Então fiquei a pensar que estamos a alguns meses do ano 2000 e que este nosso presente é aquele futuro!

Cheguei a conclusão de que chegamos num vértice. Não sou pessimista, mas o que se vê no mundo tende mais para o caos do que para a ordem. Não vou dizer que a culpa é somente do poder público, pois seria redundância, mas quando atingirmos o grau evolutivo em que tracemos nossas metas em benefício da coletividade, deixando de lado interesses pessoais, aí sim talvez tenhamos aquele futuro de filmes de ficção.

José Antonio do Amaral


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